segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Agroecologia em Recife - feiras e até loja virtual para se consumir alimentos saudáveis


Agroecologia e as feiras agroecológicas na Região Metropolitana do Recife


Texto originalmente publicado na Virada Geográfica do portal É Geografia. Escrito por Anamaria Medeiros.

Data: 30/12/2011


Para nós estudantes de Geografia – e (espero) conscientes do nosso papel como geográfos - numa sociedade cada vez mais egocêntrica e destrutiva, ter a agroecologia crescendo e se destacando (ainda que não oficialmente) no meio acadêmico, nos faz ficar bastante esperançosos.

Para os que ainda estão sem saber do que se trata, a agroecologia é uma ciência, um movimento e uma prática (e algo bastante difícil de definir), que visa uma vida mais “sustentável” dentro do sistema (baseado nos principios da revolução verde e, diga-se de passagem, insustentáveis) na qual está inserida. Como? É um enfoque científico que apoia a transição dos modelos convencionais de desenvolvimento rural e agricultura para estilos mais sustentáveis, estudando a perspectiva agrária por uma ponto de vista mais ecológico, partindo do conhecimento local (e tradicional) que interage com o conhecimento científico, construindo novos saberes (da união do cienticifico com o tradicional – local). Busca ainda um método de intervenção que contribua, além das práticas agrícolas, nas transformações sociais necessárias para gerar padrões de produção e consumo mais sustentáveis.

E pasmem, alguns geógrafos se perguntam o que isso tem a ver com a Geografia; se você for um desses geógrafos, lhe responderei nas próximas linhas: trata-se de um processo social, depende da intervenção humana e não é apenas mudança no manejo do solo, são mudanças nas atitudes e valores dos atores envolvidos no processo e as consequências dessas mudanças na vida dos mesmos. E como a geografia é uma ciência interdisciplinar, aborda questões humanas, de uso de espaço e território, questões econômicas e sociais, acho que fica mais do que claro que há uma ligação e que a mesma não precisa lá de grandes explicações para justificar-se.

Com a prática agroecológica pode-se alcançar estilos de agricultura de base ecológica, produtos de maior qualidade (e ainda entram as questões da segurança alimentar), atendendo a requisitos sociais e culturais, considerando também a participação política; minimamente definida, dá pra notar-se que trata-se de algo que nos tratá mudanças reais e significativas, se continuar “se destacando” como foi no ano de 2011.

O ano que está terminando, foi muito proveitoso para a Agroecologia. No meio acadêmico o LECgeo/NEACCA - UFPE (Núcleo de Estudos sobre Espaço Agrário, Campesinato e Agroecologia) debateu vários textos com seus participantes referentes não apenas à Agroecologia, como também a todo o universo agrário. O PET geografia, promoveu o Agosto pela Geografia baseado nos principios da agroecologia e agrofloresta no Sítio São João, de propriedade de “Seu Jones” figura de destaque no meio agroecológico e modelo de agricultor para os que estão começando a transição. O NAC (Nucleo de Agroecologia e Campesinato) da UFRPE promoveu encontros, debate e palestras, bem como apoio a inauguração da Feira Agroecológica Chico Mendes. Houve ainda o VII Congresso Brasileiro de Agroecologia realizado em Fortaleza pela ABA (Associação Brasileira de Agroecologia) com o tema “Agroecologia como paradigma para o desenvolvimento rural”, com o objetivo de unir cientistas, agricultores familiares, associações, movimentos sociais aumentando assim, a construção do conhecimento agroecológico.

Cresceu em 2011, a quantidade de consumidores nas feiras onde os agricultores agroecológicos comercializam seus produtos. Algo perceptivel nos frequentadores da feira é a segurança que possuem no consumo dos produtos, bem como a consciência de que não se trata apenas de algo mais saudável, mas também, de algo que gera renda e garante o futuro dos produtores. Esses agricultores são apoiados e assistenciados por algumas ONG’s e associações como o Centro Sabiá, o SERTA, Terra Viva, Terra e Vida, Diaconia e que dão suporte e assistência técnica para realização das feiras.

Para quem ficou interessado no assunto, existem alguns grupos que realizam debates ou onde podemos encontrar informações sobre Agroecologia de uma forma simples e não burocrática:

LECgeo/NEACCA : Centro de Filosofia e Ciências Humanas, Departamento de Geografia, UFPE, 5º Andar;

NAC/GEAC: Universidade Federal Rural de Pernambuco, Departamento de Economia Doméstica;

Centro Sabiá – www.centrosabia.org.br

SERTA: Serviço de Tecnologia Alternativa – www.serta.org.br

E para quem quiser conhecer os espaços de comercialização, consumir ou até mesmo conversar com os agricultores e consumidores, segue abaixo uma lista das feiras agroecológicas na RMR – Fonte: SERTA e Centro Sabiá:

Espaço Agroecológico das Graças - Rua Souza Andrade – Atrás do Colégio São Luiz. Bairro das Graças – Recife/PE. Todos os sábados. Das 5h às 11h;

Espaço Agroecológico de Boa Viagem - Praça Jules Rimet, por trás do 1º Jardim de Boa Viagem, próximo ao Parraxaxá – Recife/PE. Todos os sábados. Das 6h às 11h;

INSS – Instituto Nacional do Seguro Social - Dias: quintas-feiras (quinzenal) – manhã (6h às 10h). Endereço: Avenida Mário Melo, nº 343, Santo Amaro;

Parque de Exposição do Cordeiro - Dias: toda sexta-feira (manhã – 5h às 10h). Endereço: Avenida Caxangá, nº 2200, Cordeiro;

Colégio Fazer Crescer - Dias: toda quinta-feira (manhã – 5h ao meio-dia). Endereço: Avenida Santos Dumont, nº 55, Rosarinho;

Hall da Sudene - Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste - Dias: toda sexta-feira (tarde – 13h às 16h). Endereço: Praça Ministro João Gonçalves de Souza, s/n, Engenho do Meio;

Ceasa – Central de Abastecimento Alimentar de Pernambuco - Dias: Toda quarta-feira (manhã – 5h às 10h) - Endereço: BR 101 Sul, Km 70;

Tribunal Regional do Trabalho 6ª Região - Dias: Toda quarta-feira (manhã – 6h às 11h)

Endereço: Cais do Apolo, nº 739, Bairro do Recife;

Orla Olinda (em frente ao antigo Quartel do Exército) - Dias: Toda quarta-feira (manhã – 5h às 10h) - Endereço: Av. Ministro Marcos Freire;

Feira de Orgânicos do Cavouco – Iputinga - Dias: Toda quarta-feira (manhã – 5h às 10h)

Endereço: Rua Ambrósio Machado, bairro da Iputinga;

Feira Orgânica do Pina – Igreja do Pina - Dias: Toda sexta-feira (manhã – 5h às 10h)

Endereço: Avenida Herculano Bandeira, em frente à Igreja do Pina;

Tribunal de Contas de Pernambuco - Dias: Toda quinta-feira (manhã – 5h às 10h) - Endereço: Rua da Aurora;

Feira agroecológica Chico Mendes – Dias: Sextas (5h-10h) - Praça Farias Neves, bairro de Dois Irmãos;

E, para quem não tem tempo ou não gosta da dinâmica da feira, existe ainda uma loja virtual (super confiavel) de produtos agroecológicos: http://www.comadrefulozinha.com.br/

Mais informações sobre o que vem a ser a Agroecologia, dúvidas podem ser esclarecidas num artigo disponível em PDF: Agroecologia: alguns conceitos e principios; Francisco Roberto Caporal e José Antônio Costabeber; Brasilia – 2004.

"Cada dia a natureza produz o suficiente para nossa carência. Se cada um tomasse o que lhe fosse necessário, não havia pobreza no mundo e ninguém morreria de fome."

Mahatma Gandhi

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Bixiga70 - 2011 - Bixiga70

Saindo do Jejun, vortando e correndo atrás do tempo que passou. passo rapidinho a destilar um afrobeat sustancial lá de são paulo. é de uns pessoal bem competente e com direito a uns bons dub.

Me refiro ao Bixiga 70! "eita bexiga!", como se poderia dizer pelos lados de cá, o som é bom e o nome é análogo a segunda banda do nego dito Fela, a tal Africa 70. Na qual este, tony allen e mais outras boas companhias fermentaram e sintetizaram bons belos clássicos do afrobeat setentista.

É uma postagem de muito orgulho que já vem impregnando minhas playlist a uns bons tempos. A banda tem o fato curioso, mas recorrente, de surgir em uma bem cosmopolita cidade brasileira que é São Paulo. assim como acontece com Akoya e Antibalas, surgidas no calderão fusivo de culturas mundanas que é Nova York. parece que as big bands de afrobeat tem dessas coisas, precisam de toda essa hecatombe cosmopolita pra se acontecerem.

eles já andaram lançando um EP antes. mas esse disco tem o que tinha no ep e muito mais.

aqui se vão alguns links interessantes. oportunidade de adiquirir o vinyl ou cd físico, camisas, eticeras, confecção de dubs e num sei quê mar lá.:






Arte da capa por MZK.

Músicos

Décio 7 - bateria;
Marcelo Dworecki - baixo;
Cris Scabello - guitarra;
Mauricio Fleury - teclado e guitarra;
Rômulo Nardes - percussão;
Gustavo Cecci - percussão;
Cuca Ferreira - sax barítono e flautim;
Daniel Nogueira - sax tenor;
Douglas Antunes - trombone;
Daniel Gralha - trompete.


Download (traquitana.org) - apoie o artista

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Kalouv - Sky Swimmer (2011)


(Para fazer o download, clique na capa)

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Encerrando um ciclo iniciado em janeiro de 2011, a Kalouv lança seu primeiro registro oficial, o disco Sky Swimmer. O trabalho está sendo disponibilizado de forma online e gratuita, através do selo paulista Sinewave, conhecido por disseminar o trabalho de bandas experimentais brasileiras.

Produzido e mixado pelo guitarrista Diogo Guedes (Joseph Tourton e Protótipo Dub), recentemente formado em Produção Fonográfica pela AESO – Barros Melo, o trabalho foi gravado parte nos estúdios Bigorna e Palco, parte em home studio – uma tendência cada vez mais repetida nos registros independentes. A masterização foi realizada pelo norte-americano Don Grossinger, vencedor do Grammy Award em 2010, com o disco Embryonic, da banda The Flaming Lips.

Já a arte ficou a cargo da talentosa ilustradora e estudante de Cinema de Animação Ianah Maia, que se destacou recentemente pela direção do clipe de A Festa de Isaac, música d’A Banda de Joseph Tourton. O traço delicado da artista ajuda a explicar o espírito de desprendimento que ronda o universo composicional do grupo. Ao longo de 36 minutos – distribuídos em sete faixas –, o público poderá experimentar da mesma sensação que o personagem central da capa, justificando o título, que remete à liberdade de criação proporcionada por um primeiro trabalho.

A Kalouv é:
Basílio Queiroz (Baixo); Bruno Saraiva (Teclado); Rennar Pires (Bateria); Saulo Mesquita (Guitarra) e Túlio Albuquerque (Guitarra)

sexta-feira, 19 de agosto de 2011

http://2.bp.blogspot.com/-R4u6VorEDfc/TYv_ALv45rI/AAAAAAAAAOY/DRA2IQ9y8dc/s1600/Cana.jpg



http://1.bp.blogspot.com/-Ozp-IqU377Q/TYv_AFCPTaI/AAAAAAAAAOg/PAfLmMM3Ez4/s1600/MariaFrancisca.jpg



http://4.bp.blogspot.com/-nWAVJ3m7o98/TYv_AWjZIlI/AAAAAAAAAOo/MRn5-_iVpGk/s1600/Trilho.jpg




http://2.bp.blogspot.com/-opiDwLJk5jk/TYv-_uMme9I/AAAAAAAAAOQ/4GIuxetcZYw/s1600/Bicicleta01.jpg



... são frames do curta "ACERCADACANA"

A barbárie em 3 anos: a copa e a mobilidade em Recife.

Repassando excelente texto do RecifeResiste, relativo a situação da mobilidade do recife e o anuncio inebriantes obras viárias no recife.


"Com um pouco mais de ousadia aqui que o outro, um pouco menos ali, os dois grandes jornais corporativos da cidade comemoram a construção dos quatro viadutos na Agamenon. “O FUTURO EM 3 ANOS” diz o Diário, “O TRÂNSITO DO FUTURO” diz o Commercio (11/08/2011), num discurso onde o termo futuro figura como sujeito de um estado superior. Semelhante aos planos quinquenais na Rússia stalinista, aos 50 anos em 5 no Brasil de JK ou ao milagre econômico da ditadura militar, o “futuro em 3 anos” repete mais um capítulo do capitalismo desenvolvimentista.

A mobilidade na cidade do Recife já saturou faz muito tempo e é apenas sob um olhar muito desatento que não percebemos essa realidade. Não há mais horário pra se pegar trânsito, ele existe toda hora, os ônibus estão completamente lotados e neles ainda sofremos com o congestionamento das vias, os altos preços de suas tarifas e com a natureza violenta e desumana do tráfego viário que joga os passageiros pra lá e pra cá dentro do ônibus como se fosse um saco de batatas. O motivo desse cenário lamentável é o contínuo investimento em transporte privado e motorizado. O metrô de Recife é irrisório, não existem ciclovias ou VLT’s e ainda não se usa os rios na Veneza brasileira. E qual é o sentido de ser desse cenário se todos sabem que pra resolver o problema da mobilidade precisamos investir em transporte público e não rodoviário?

Bem, os dois jornais já citados nos dão uma dica do motivo de se estar caminhando para a barbárie. Logo abaixo da matéria do futuro o Commercio grita: “Gigantes no rastro da Fiat no Estado”. Apesar de que o secretário das cidades, segundo o Diário, diz que eles estão priorizando o transporte público nas obras da copa não é o que parece, não parece ser o que os jornais querem e não parece ser o que a grande protagonista do desenvolvimento – a fábrica da FIAT – vai encabeçar. A chegada da fábrica da Fiat no estado é a principal matéria do caderno de economia dos dois jornais por que é a principal promessa de desenvolvimento. Não se trata apenas de entender o projeto de “mobilidade” dessas duas corporações midiáticas, mas de entender o que a elite política e econômica planeja para nossas vidas, já que esses jornais são seus fiéis veículos de expressão, fazendo com que o caderno de economia pareça com o diário pessoal dos industriais relatando como andam seus negócios.

Eles deixam claro: “a Fiat vai beneficiar o estado com empregos e investimentos”. Isso por que uma montadora de automóveis precisa de várias outras fábricas satélites fornecedoras para poder funcionar e é nisso que eles apostam o surto de industrialização que vai criar vários distritos industriais, levar o desenvolvimento para o interior, criar novos empregos e deixar todos felizes para sempre. Mas me parece muito claro como se deu a negociação que convenceu a FIAT a se instalar por aqui: “Bem, Dudu, me ajude que eu lhe ajudo, gaste bilhões em estrutura viária por que se você investir num bom metrô pra quem iremos vender os carros? Pelo que consta em meus relatórios o Recife está saturado, as pessoas não aguentam mais o trânsito da cidade, então crie mais espaço para carros que eu levo o desenvolvimento para o Estado e garanto a reeleição de seu gabinete”. E assim a classe dominante está feliz para sempre.

Que tipo de retardado o secretário das cidades, Danilo Cabral, e a equipe de edição do “Diário” acha que somos para acreditar que o governo está priorizando o transporte público? Na capa do caderno de economia do diário uma publicidade de automóvel ocupa 90% do espaço, viramos a página e mais publicidade de carros, em todas as páginas, com exceção de uma, nos deparamos com essas propagandas, no Commercio tudo se repete de uma forma surpreendentemente idêntica, com uma diagramação de capa idêntica, só que dessa vez há publicidades em todas as páginas do jornal. A chegada da fiat é ovacionada, a construção dos viadutos é elogiada e legitimada perante o público através de depoimentos em favor do projeto de pessoas comuns como taxistas. Que tipo de retardado eles acham que somos?

Eu nunca entendi tão lucidamente, da janela do meu apartamento em horário de pico, o que Rosa Luxemburgo quis dizer com “socialismo ou barbárie”. A fórmula é a seguinte: para se resolver o problema da mobilidade precisamos reduzir drasticamente o número de carros, investir em transportes públicos sobre trilhos ou ciclovias, mas o capital não permite. Metrô e bicicleta não geram o consumo, a gigante cadeia industrial e consequente acúmulo de capital absurdo que os carros geram. Então pra que investir em mobilidade urbana se o que realmente importa para nossa sociedade é o progresso do capitalismo? Todo o resto é um acidente secundário.

É como se eu estivesse assistindo a minha cidade se encaminhar mais uma vez para a barbárie (quer uma imagem mais fiel da barbárie que a hora do rush?) quando teve a oportunidade de caminhar numa outra direção. Em qual outro momento teremos investimentos tão altos e tão objetivos em “mobilidade” quanto esses três anos que nos separam da copa e que estamos jogando tudo por água abaixo?

RecifeResiste!"

http://reciferesiste.wordpress.com/2011/08/18/a-barbarie-em-3-anos-a-copa-e-a-mobilidade-em-recife/#comment-683


Um excelente texto. resume bem o embaralho caótico da mobilidade no recife, que tem escala semelhante com cidades como belo horizonte. rompemos de fato a barreira de que não há mais horário pra se pegar transito. a sua onipresença que impera degradando o espaço do cidadão e principalmente o transporte de massa. transporte público esse que na situação vivida hoje deveria ao menos ter seu devido espaço reservado, na forma corredores exclusivos (AO MENOS) nos eixos viários principais, como av. norte e corredor norte-sul, rosa e silva, rui barbosa etc.

a bicicleta surge como elemento de complemento a esse transporte e é um importante aliado. mas de fato o que caotiza a questão é o urbanismo rodoviarista, que como nessas ultimas noticias de laços viários inebriantes a enfeiar a cidade, temos também a recente expansão do elevado de joana bezerra. este elevado/viaduto está Sobre a sofrida comunidade do coque que tem um desafio na convivência diária com aquele monstro viário degradante, não inclusivo em termos de mobilidade e acessibilidade ao espaço urbano. obras como essa aliviam a reputação da prefeitura com a classe media motorizada, são remediações para um futuro cenário eleitoral. e custam aos demais cidadãos usuários do transporte público e de força humana o mais completo abandono e marginalidade de acesso ao território urbano.

importante lembrar também a supressão de rios e córregos, bem como de suas várzeas na cidade do Recife em decorrência do urbanismo rodoviarista, degradante ambiental e social.

terça-feira, 9 de agosto de 2011

O Veneno Está Na Mesa (2011) - post replicado do "docverdade"




(Brasil, 2011, 50 min. - Direção: Silvio Tendler)
Imperdível!

Filme de um dos maiores documentaristas do Brasil, o premiadíssimo Silvio Tendler, que mostra o cenário assustador que se encontra o país em relação ao uso indiscriminado de agrotóxicos.

Você sabia que o Brasil é o país que mais pulveriza agrotóxicos nos alimentos? Que é o recordista em consumo desses químicos?
Que um brasileiro consome em média 5,2 litros de agrotóxicos anuais?
Que os agrotóxicos provocam uma série de problemas de saúde, desde lapso de memória em crianças até má formação dos fetos?
Que apesar do Governo tentar proibir uso de muitos químicos, a justiça concede liminares a favor das grandes corporações químicas?
Que para conseguir crédito junto aos bancos o pequeno trabalhador é obrigado a usar transgênicos e pesticidas? Que as doenças provocadas por esses químicos nos trabalhadores do campo consomem 1,8% do PIB em tratamentos médicos?

Se não sabia, talvez seja a hora de saber disso e muitas outras coisas mais. (docverdade)

Download
MediaFire (formato flv)

Quadrinhos Rasos


Fazer quadrinhos a partir de letras de música: essa é a motivação do Quadrinhos Rasos, um projeto dos mineiros Eduardo Damasceno e Luís Felipe Garrocho.

Declaradamente preocupados com a diversão - a deles mesmos e a nossa também - os dois foram pegando todo tipo de música e transformando em quadrinhos sensacionais, semana após semana. Quem imaginaria que sucessos do Netinho, do Molejo ou do Charlie Brown Jr pudessem virar essas belezuras?

A positividade dessa empreitada acabou levando os meninos a retomarem um outro projeto que já existia desde 2007: a história Achados e Perdidos, sobre um menino que descobre um buraco negro na barriga (confira o primeiro capítulo da saga aqui). E já que a música não podia ficar de fora, os dois convidaram um amigo, Bruno Ito, pra compor uma trilha sonora que acompanha a leitura dos quadrinhos.

A idéia é lançar um álbum independente de 212 páginas, contendo a história mais extras, incluindo o disco com a trilha sonora exclusiva, no Festival Internacional de Quadrinhos que acontece em Belo Horizonte. Só que pra isso acontecer eles precisam de uma grana, nada menos que R$25.000, e a forma que eles encontraram pra levantar essa humilde quantia é através de um financiamento colaborativo, contando com a ajuda dos amigos, familiares, admiradores e quem mais tiver a dispô de contribuir.

Eu já investi 50 conto e com isso garanti meu exemplar, mais outras regalias. Para entender melhor e ajudar a fazer a coisa sair no papel, é só clicar aqui.

Curtiu? Espalhe a palavra!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Zarôia Rindi - 1020 - Feito a Pisadas

01 - beautiful tango
02 - oursoul
03 - fascination
04 - set me free
05 - kiss and thrills
06 - at the same time


07 - imik si mik
08 - stand up
09 - music
10 - don't forget
11 - old friends

homepage
shop no siteoficial - singles e album
myspace

A curiosidade foi despertada a partir de suas participações no projeto do francês Blundetto. a tranquilidade e o charme exalados foram as forças de atração para essa postagem. saí caçando primeiro o myspace... daí entonces descobri que havia um disco, um único e recente disco lançado, o "Handmade". disco feito com todo cuidado meticuloso artesanal e simples. são arranjos simples e de profundidade. posso dizer que encontrei a minha cat power, sem preconceitos.

"produzido la pela idade média por uma zarôia marroquina chamada Rindi. O trabalho é marcado por sutileza de cantos gregorianos femininos duma muié só. encontra-se com o blues primitivo de terras desconhecidas das afreakas, o chame das primitivas urbs do franco império, é realmente um trabalho artesanal de transontontem"
Extraido de manuscritos papirosos de uma ceitacatólica perdida nas trevas medievais.




"Hindi Zahra nasceu em 1979 em Khouribga, a sul de Marrocos, partindo para Paris em 1993. Sob as influências blues de Ali Farka Touré Saara, do folk e os sons de Ismaël Lô, a composição deste 'trabalho à mão' remete-nos para sonoridades diversas: há faixas de jazz, pitadas de blues do Oriente médio, tango e guitarra cigana, embebidas numa voz que penetra o ouvido." BrainWashMusic


Beautiful Tango





Imik Smik, parace um swing jázz de voz e violão.

La Session Libé: Hindi Zahra from Florent Latrive on Vimeo.


ESTE POST VAI CONTINUAR AQUI!!!

Seguinte, amiguinhos: como cês devem ter percebido, dias atrás este post foi deletado inescrupulosamente pela mão invisível. Entonces, para minimizar as chances dessa injustiça ocorrer novamente, o link pra baixar o tão estimado álbum foi colocado nos comentários do post. Só queee o sistema é bruto e um agente do mal destruiu o post novamente. Será que dessa vez conseguiremos driblar a perseguição do selvagem capitalismo? Confiram as cenas do próximo capítulo da saga “Feito a Pisadas” de uma marroquina zarôia dos dente preto... :) - Marina Teixeira


domingo, 24 de julho de 2011

Frente Cumbiero - 2010 - Frente Cumbiero meets Mad Professor

01 - ChucuSteady
02 - Bestiales 77
03 - Ariwacumbé
04 - La Bocachico
05 - Gaita del Profesor Loco
06 - CumbiEtiope
07 - Analógica



08 - ChucuSteady DUB
09 - Bestiales 77 DUB
10 - Ariwacumbé DUB
11 - La Bocachico DUB
12 - CumbiEtiope DUB
13 - Analógica DUB
14 - Ariwacumbé ShaunVox DUB (Bonus Track)


Os tropicalismos de bogotá se cruzam ao dub e a esperteza do mestre professor

Um disco singular na mistureba dub com la cumbia. ambos os ritmos tem surgência na america lat(r)ina, das latrinas de (em) decomposição subdesenvolvida mais produtivas e surpreendentes da cultura globalizada. que inté é bem escutada e estudada em quintais metropolitanos centrais.
Começa-se com uma cumbia nunca esperada, tem o advento da participação do Madprofessor, figura (como tantas) que teima em tirar os pés do Dub da música jamaicana. cumbia de metais mundializados que tira boas lascas de parafernalhas analógicas. quanto ao Frente Cumbiero, é a primeira vez que me deparo ao som. é uma banda colombiana bem aparelhada e engenhosa em transformar as latinidades,como cumbia, em belos sons transespaciais e dançantes. a junção com as habilidades de Mad Professor estão aí, bem proveitosas a uns dois cliques, o portal é o link da capa...
subida a ladeira da cumbia vem uma rolagem suave por 7 versões Dubs das cumbias apresentadas com exceçao da "Gaita Del Profesor Loco"

Esclarecimentos dos próprios a respeito da empreitada do disco aqui posto:

" A mediados del 2009 el FRENTE CUMBIERO invitó a Bogotá al legendario productor de dub Mad Professor, como parte del proyecto Incubator del British Council, con el objetivo de realizar un encuentro sonoro entre la cumbia y el dub. Durante 3 días y bajo la orientación de Mad Professor y su hijo Joe Ariwa, se grabaron en los estudios de la Facultad de Artes de la Universidad Javeriana varios temas para ser tratados bajo la estética del dub. Además de grabar composiciones originales del FRENTE, parte importante del proyecto buscaba reunir a músicos claves de la escena bogotana a improvisar y crear juntos en estudio....." (o resto ta lá no Bandcamp deles)



*peço desculpas pelo intervalo gigante nas postagens. são pressões da ilha acadêmica da fantasia e a ausencia de internet em minha residencia.

domingo, 5 de junho de 2011

Dengue Fever - 2011 - Cannibal Courtship



01 - Cannibal Courtship
02 - Cement Slippers
03 - Uku
04 - Family Business
05 - Only A Friend
06 - Sister In The Radio



06 - Sister In The Radio
07 - 2012 (Bury Our Heads)
08 - Kiss Of The Bufuo Alvarius
09 - Thank You Goodbye
10 - Mr. Bubbles
11 - Durian Dowry

myspace
site

Mais um belo album da dengue fever. a banda de folk psicodelico,que se aproxima do que era Jefferson airplane e outras semelhantes adjacências da psicodelia americana sessenista, mas tem o diferencial da vocalista cambojana "Chhom Nimol" a imprimir agudos intranquilizantes. combina-se também a coisa mundializada das trocas de influências que toma as bandas dos ultimos tempos de hoje em dia. o disco muda bem sua atmosfera a cada faixa que se açussede.

Na quarta faixa "Only a Friend" um afrobeat com p(l)anos psicodelicos flamejantes intercalados, tendo direito aos vocais coletivos bem proprios da dengue fever. essas cantorias coletivas são bem proprias do folk rock psicodelico. um belo solo de barítone sax também marca presença nessa faixa.



A capa do disco reflete bem o que simboliza a banda. união de um instrumento de corda tradicional cambojano(que na verdade me lembra um intrumento japonês que se toca com uma espécie de espátula) e a guitarra do rokenrrou californiano sessenista, provavirmente uma Fender super extra fora de série.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Ocote Soul Sounds - 2011 - Taurus

01 - Primavera
02 - Pirata
03 - En El Temblor
04 - Pathways
05 - STTP (Speak Truth To Power)
06 - Cumbia La Magdalena

http://2.bp.blogspot.com/-TuGkNdqHLF4/TebR7CWBAFI/AAAAAAAABCE/YROCGOfVCtM/s1600/1306844444_cover.jpg

07 - Pan Y Circo
08 - Agua Santa
09 - Tumba del Payaso
10 - Contigo Jamas
11 - Nessuno
12 - Guantanamo

myspace

disco novo, bem fresquin...
graças ao cumpadi do AFBrassJAZZ

terça-feira, 10 de maio de 2011

Filme "Entre Rios" - Coletivo Santa Madeira [Direção: Caio Ferraz]

"Quais as causas de tantas enchentes em São Paulo? Quais as relações que tantos as enchentes quanto os engarrafamentos na capital paulista e as demais grandes cidades do país?

O filme, dirigido por Caio Ferraz, do Coletivo Santa Madeira mostra como em meados do século XX, o modelo de desenvolvimento para a cidade de São Paulo pautou-se como parte de um projeto pautado pela nascente indústria automobilística e pelo sucessivo desprezo aos rios que até então cortavam a cidade, haviam delimitado-a e representado fonte de renda e serviços os mais diversos. O resultado é analisado e pela cidade ser emblemática, serve de exemplo dos modelos adotados na capital Paulista.

O vídeo é curto, 25min, mas vale cada segundo."

com trilha do Bonobo vale mais 2 centavos por centésimo.

ENTRE RIOS from Santa Madeira on Vimeo.


quarta-feira, 4 de maio de 2011

Pequena Morte - Defenestra! (2011)

1. 12 de Maio
2. Tô Nem Aí
3. Gangska
4. Xamorrê
5. Ideal
6. C.V.
7. Bararuê
8. Bom!
9. Pouco a Pouco
10. Música Pro Paulo


As palavras a seguir são do Tamás, baterista da banda, e eu assino embaixo!


Devo dizer de uma vez: Pequena Morte é pra quem gosta de boa festa!

Digo logo porque com esse nome a banda já surpreendeu muita gente que esperava escutar algum "death metal" ou "rock paulera", como diria a titia. Às vezes a coisa ainda complica mais quando se fala que na verdade trata-se de Ska, pois o termo de fato não é familiar pra muita gente.

O ritmo jamaicano que deu origem ao Reggae revelou-se um caminho natural diante da busca por levadas dançantes dentro do heterogêneo balaio de influências que a banda carrega. O Ska parece ser uma dessas células rítmicas com capacidade de praticamente te obrigar a mexer o corpo, numa espécie de ressonância com o Mar do Caribe, só que antes do vazamento de Petróleo. Aliás, acho que ali no Golfo do México o nome Pequena Morte poderia até ser associado à festa. Não é por ali que se comemora o Dia de los Muertos?

Antropologias à parte, a verdade é que esse nome foi herdado da literatura francesa, numa tradução do termo "Petite Mort", usado pra descrever experiências de extremo prazer, em que somos envolvidos de tal forma que a mente se esvazia por alguns segundos, numa espécie de pulsão de morte seguida de um incremento à vida que seguia antes dessa experiência. Nada mais que uma bela metáfora pra o orgasmo.

É nessa semântica que mora a pretensão da Pequena Morte: propor a festa como se fosse a única coisa que nos resta.

A banda Pequena Morte surgiu em Belo Horizonte no ano de 2006. Virou sinônimo de boa farra na cidade graças ao imperativo dançante do ska. Desde a passagem por Itália e Letônia em 2009, empolgaram-se com a idéia de propor intercâmbio entre bandas e já levaram para o Festival S.E.N.S.A.C.I.O.N.A.L.(*) bandas de diversos sotaques, entre eles o da Letônia, o argentino, o britânico, o pernambucano e claro, o belorizontino!

Em outros eventos, já dividiram palco com Skatalites(!), B-Negão, Móveis Coloniais de Acaju, Macaco Bong, Dead Fish, Raimundos, Do Amor e muitos outros. Além disso, foram a banda de apoio de Jackie Bernard, quando o lendário vocalista dos Kingstonians esteve pelo Brasil, incendiou a festa de encerramento da Feira Música Brasil 2010 e mantém-se entre os vídeos mais assistidos no site do Programa Alto-Falante, da Rede Minas.

Quebre o vidro em caso de tédio sufocante!

Em Janeiro de 2011, a Pequena Morte publicou seu primeiro trabalho em estúdio, disponível para download gratuito em seu site. O álbum - DEFENESTRA! - é uma consolidação do trabalho feito nos palcos ate a metade de 2010, quando iniciaram as gravações. As musicas ganharam arranjos mais elaborados, uma dedicação especial na execução, participação de outros músicos e instrumentos mas mantiveram a personalidade e após alguns meses de trabalho, de-fenestrado. Jogado da janela para apreciação do mundo lá fora.

Juntamente com as letras compostas pelo vocalista e guitarrista Raulzito - que trazem uma espécie de non sense niilista cósmico, com direito a delírios apocalípticos, onomatopéias do balanço, pequenas ignorãças e saudades de agora mesmo - o baixo de Gabriel (Hax) Assad dá o groove ao lado da energia cerrada do baterista Tamás Bodolay, o trombone de Jonatha Max puxa o brass junto do molho xamã percussivo de Rodrigo (Tio Rô) Borges e da guitarra sinestésico-sagaz de Gustavo Djalva. Nesse pastiche sensorial ressona o ska brasileiro da Pequena Morte, que é garantia de fazer suar o chão.

A capa do disco ainda não ficou pronta, mas sairá em breve.
O perfil no facebook anda em plena atividade! Curte lá!

Os minino na Itália:

Entrevista no Programa Agenda:

Divirtam-se!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

Capital Multinacional Brasileiro quer silenciar a Festa da Lavadeira e seus 25 anos de fusão multicultural nordestina

Artistas paraibanos declaram apoio à Festa da Lavadeira

POSTADO ÀS 08:49 EM 27 DE Abril DE 2011 - Blog do Jamildo

CARTA DA PARAIBA EM APOIO A FESTA DA LAVADEIRA.

Nós, fazedores de cultura, artistas, ilês, entidades representativas e cidadãos paraibanos aqui representados repudiamos as atitudes nefastas e inconseqüentes protagonizadas pela multinacional Odebrecht e a decisão do Ministério Público Pernambucano em restringir a realização da Festa da Lavadeira (PE), bem como toda a cadeia produtiva responsável pelas tentativas de calar o povo e sua cultura, maior ferramenta de resistência do ser humano.

Há 25 anos na praia do Paiva, Cabo de Santo Agostinho-PE, acontece a Festa da Lavadeira, manifestação legítima e orgulhosamente popular, considerada o maior encontro de grupos tradicionais do Nordeste. Realizada sempre no dia 1º de maio, a festa também representa uma grande celebração e reflexão das demandas do mundo do trabalho.

A Festa da Lavadeira tem uma grande importância no processo de resistência popular, de fortalecimento da identidade do povo e sua autonomia, de resgate das tradições orais, de manifestação da fé. Todo dos esses elementos antes garantidos por todas as esferas da lei, hoje são silenciados ao se depararem com o poder do capital multinacional.

Assim como muitas áreas do litoral nordestino, a praia do Paiva vem sofrendo com os vários impactos ambientais e socioculturais do processo de privatização pela especulação imobiliária, que toma do povo espaços que lhes são de direito. Na tentativa de tornar a praia “menos popular” a Odebrecht, multinacional que vem impondo seus interesses de modo violento - cercando a área com arame farpado, contratando capangas, espalhando vidro no tradicional banho de lama da festa, entre outras atrocidades – e, atropelando a lei municipal que garante a realização da festa (Lei nº 2015/2022), conseguiu, junto ao Governo e Ministério Público Pernambucano, restringir a realização da Festa da Lavadeira para apenas o seu aspecto religioso, minando todo o evento.

Para o povo da Paraíba, a festa representa um espaço importante de trocas de conhecimentos, a maior referência de resgate, valorização, resistência e difusão da cultura popular, sobretudo no que tange as manifestações culturais de matriz africana e indígena.

Comprometidos com o processo democrático, reconhecemos que a Festa da Lavadeira contribui para o fortalecimento de grupos de cultura popular de todo o país, sobretudo do nordeste, seja através da divulgação e valorização dos mesmos, seja através da promoção de intercambio real entre os grupos e estados.

Exigimos do poder público o respeito devido às manifestações populares, acreditando na cultura como a grande forma de expressão o povo e com a certeza de que essa perda não é só do povo pernambucano, mas sim todo o movimento de fortalecimento da identidade cultural brasileira.

Solidários, assinam abaixo:

1- Ateliê Multicultural Elioenai Gomes
2- Grupo Raízes de Ritmos Afroindígenas
3- Assembléia Popular da Paraíba
4- Associação Balaio Nordeste
5- Fórum de Cultura Popular da Paraíba
6- Frente Paraibana em Defesa das Terras, das Águas e dos Povos do NE
7- Ilê Axé Xangô Agodô
8-Templo Espírita Moçambique Aloyá Sidoiá
9- Centro Popular de Cultura – CPC
10- Coletivo Vertiginosa de Produção Cultural
11- OSCIPe Movimento de Arte e Apoio à Sobrevivência Cultural (Lucena PB)
12- Cambindas Brilhantes (Lucena – PB)
13- Grupo Zumbi de Cultura Popular
14- Grupo Cultural Tambores do Forte (Cabedelo – PB)
15- Grupo Imburana de Danças Populares Brasileiras
16- Coco de Roda e Ciranda do Mestre Benedito (Cabedelo – PB)
17- Grupo de Cultura Afro Religiosa Jurema Rapé
18- Grupo Cultural Ajamulé
19- Maracatu Nação Maracahyba
20- Lapinha Jesus de Nazaré (Cabedelo – PB)
21- Escola Mukambu de Capoeira Angola
22- Capoeira Angola Comunidade – Mestre Naldinho
23- Companhia de Teatro em Cordel
24-Trupe Meidifêra
25- GECA – Grupo Experimental Cena Aberta
26- Grupo de Teatro Bigorna
27- Grupo Experimental de Teatro Clorofila
28- CIA das Artes Elemento Cultural
29- GRITO – Grupo Itinerante de Teatro do Oprimido
30- Movimento Mudança – PB
31- Movimento Levante – PB
32- Núcleo de Estudantes Negras e Negros da UFPB
33- DCE – UFPB
34- ONG Apoichá – Lucena PB
35- Ponto de Cultura Para'iwa Multivisual.Net
36- MTD – Movimento dos Trabalhadores Desempregados


Festa da Lavadeira - O grande encontro da cultura popular do Nordeste do Brasil

"Estaleiros, refinarias, mega-desmatamento, etc não prejudicam o meio ambiente, o que prejudica mesmo, segundo os nossos governantes é a festa da Lavadeira que completa 25 anos."

Katia Fugita.



Nossas multinacionais também põem as patinhas de fora... isso em um lugar que nas suas imediações foi implantada a primeira obra com pedágio da Região Metropolitana do Recife, ou melhor, de Pernambuco. uma ponte que liga a praia do paiva, no município de Cabo de Santo Agostinho e o bairro de Barra de Jangada, em Jaboatão dos Guararapes. É o mundo corporativo pulsante irradiado pelo complexo de portuário de suape esmagando uma fusão multicultural de movimentos de cultura popular de todo o nordeste com historia e representatividade que é a Festa da Lavadeira.

Admiro e ratifico a posição de meus conterrâneos Paraibanos e me solidarizo ao acontecido nas terras pernambucanas que habito.

Tiê Pordeus

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Ariya Astrobeat Arkestra - 2010




Info.
Myspace.

1. African Kings (7:24)
2. Put Leg To Road (5:34)
3. Sankofa Feat. Testament (7:33)
4. Re-Education, Mis-Education (7:14)
5. Big Grammar (4:07)
6. Body No Be Firewood (5:50)
7. Conflict Arise Feat Shara Meek (4:58)
8. Crosstown Traffic (4:06)
9. Lost In Kinshasa (7:26)
10. Same Same (12:34)

Big up Caê Traven!

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Sobrado 112 - No País da Skapolca (2011)

1. Carne de Pescoço
2. Eu e Minha Amada no Grajaú
3. Dub
4. Maldição da Caveira

5. Skapolca Rocksteady
6. Simérius Conan
7. Dub (Remix)

Tá fresquinha a bolacha de umas das bandas mais legais de ultimamente. O disco foi produzido pelo Buguinha Dub e, apesar do nome, nem só de ska vive o país da skapolca. Segundo o release oficial: "Influências como a fase elétrica do trompete de Miles Davis, Herbbie Hancock, Jimmi Hendrix, discos psicodélicos do Pink Floyd, Beastie Boys e Led Zeppelin são facilmente notadas. Associado a isso, o álbum também tem traços da música brasileira atual de grupos como a Nação Zumbi e o movimento manguebeat, do baiano Lucas Santtana e também do afrobeat do nigeriano Fela Kuti". Parece bom, né?! O máximo que se pode reclamar é o gostinho de queromais que fica no final.

Uma amostra das sequelas da galera do 112...


Site oficial da banda, sempre com atualizações divertidas... haha!

P.S.: O disco realmente se chama NO País da Skapolca, mas eu só fui perceber esse pequeno detalhe depois de subir o link. Pros que têm TOC como eu, fica a dica e o trabalho de alterar. Sorry!

segunda-feira, 28 de março de 2011

Kalouv - Demo (2010)


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(Para fazer o download, clique na capa)

Nascida em Recife no começo de 2010, a Kalouv é o encontro de dez mãos que produzem música instrumental, fruto da memória afetiva e musical de cinco figuras com influências aparentemente distintas: O tecladista Bruno Saraiva, os guitarristas Saulo Mesquita e Túlio Albuquerque, o baixista Basílio Queiroz e o baterista Rennar Pires. A unidade musical foi criada pela atmosfera das primeiras músicas, que reside na linha tênue entre a suavidade do piano e guitarra reverberada à agressividade de riffs recheados de distorções e delays. Essa miscelânea sonora rendeu um convite inusitado: Fazer a trilha sonora do recital “A poeticidade de Jomard Muniz de Britto” para o grupo literário e performático Dremelgas. Não pensando duas vezes, aceitaram fazer parte do projeto, que estreou no auditório da Livraria Cultura, bairro do Recife, no mês de maio de 2010. Troca de sensações e experiências palatáveis, que influenciaram novas composições. Passando por um novo período de ensaios, começaram a traçar um caminho próprio, com pequenas apresentações no Bomber Rock Bar, Espaço N.A.V.E. e no Centro Cultural Dosol, em Natal, abrindo o show da banda Labirinto, de São Paulo. A partir daí, começaram um processo que findará em setembro deste ano, com o lançamento do primeiro registro oficial. Com a produção de Diogo Guedes d'A Banda de Joseph Tourton, o disco, ainda sem título, resumirá o que foi e o que é esse elemento desconhecido, nas ranhuras de sete faixas que representam os personagens, lugares e influências deste ano de trabalho.

A diagramação desta capa ficou a cargo de Ianah Maia, que trabalhou em cima de desenhos de Rayana Viana.

Tracklist:

1 - Lights Dispelling Opacity
2 - Waves



Quem quiser, pode sacar alguns vídeos das nossas gravações:







domingo, 27 de março de 2011

João Donato - Sambolero (2010)

1. Amazonas
2. Quem diz que sabe
3. Surpresa
4. Bananeira
5. Brisa do mar
6. Ê menina


7. Lugar comum
8. Sambolero
9. A rã
10. Nasci para bailar
11. Jodel
12. Sambou, sambou

A primeira vez que vi o João Donato no palco foi demais! Um tiozinho vestindo uma camisa florida, com um sorrisão na cara, tocando piano feliz e contente! Como o povo lá de Minas diz: "sentano o pau"! Ou como a juventude anda dizendo por aí: "sonzêra"! Alegria de viver! Lembro da sensação de querer que meu pai estivesse ali comigo. Afinal de contas, foram eles, o tiozinho e o pai, os maiores responsáveis por me mostrar que a bossa nova é muito mais que uma garota em Ipanema. Aliás, garota ali é mato, nada de novo, né, minha gente?!

Nesse disco os clássicos estão perfeitamente renovados. Cara de 20 e corpinho de 18, do jeito que a moçada gosta... O piano do João Donato é acompanhado por Luiz Alves no baixo e Robertinho Silva na bateria, formando o incrível trio de três. Os dois eram integrantes do nada mais nada menos Som Imaginário (que tá faltando por aqui, diga-se de passagem). As músicas têm um suingue, deveras latino, da percussão, flautas e cavaco. E no final, de brinde, quando cê menos imagina, ainda aparece o Zeca Pagodinho pra acompanhar a voz ímpar do João. Excelente maravilha!

Pra trocar um dedinho de prosa com a figura:

P.S.: A Natura pode até ser a Biopirata do mal que é, mas esses filminhos musicais que eles tão produzindo são excelentes...